"Prá vc guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem me entregar
E repartir
Prá vc guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim
Vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir...
Guardei sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Prá ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer..."
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Assim caminha a humanidade
Vida andando... correndo... voando.
Novos projetos começando.
Vamo que vamo.
Novos projetos começando.
Vamo que vamo.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Mentiras e decepções
"Pra que mentir/ Se tu ainda não tens/ Esse dom, de saber iludir/ Pra que, pra que mentir/ Se não há necessidade de me trair". Noel Rosa
Faz sentido a dúvida do poeta. Quem mente por pequenas coisas vai mentir também sobre as grandes, correndo o risco de destruir um amor ou marcá-lo com feridas profundas que aos poucos vão acabando com o desejo e a confiança. A lealdade é fundamental para uma pessoa se entregar a outra de corpo e alma. Trair é quebrar o pacto do amor.
Como dizia uma velha pessoa que existiu na minha vida e hoje já partiu: "UM ato por ser ignorado, não deixa de existir. Se alguém fizer algo que vc não sabe, mas que ela sabe que isso irá te chatear, só por isso esta pessoa já está te traindo. Quando alguém esconde algo de vc, ela está mentindo. Se ela está mentindo, ela está te roubando a verdade. E o roubo é inadmissível. Você vai se entristecer quando souber que essa pessoa lhe traiu, principalmente se vc devotar a ela todo o seu amor. Nem por isso deixe de amar, fique triste mas continue cultivando o amor em seu coração, mesmo que essa pessoa não mereça. Ame outras pessoas. Esta é que é covarde. Você por mais fraca que possa parecer, será a mais forte porque será verdadeira."
Então é isso.
Faz sentido a dúvida do poeta. Quem mente por pequenas coisas vai mentir também sobre as grandes, correndo o risco de destruir um amor ou marcá-lo com feridas profundas que aos poucos vão acabando com o desejo e a confiança. A lealdade é fundamental para uma pessoa se entregar a outra de corpo e alma. Trair é quebrar o pacto do amor.
Como dizia uma velha pessoa que existiu na minha vida e hoje já partiu: "UM ato por ser ignorado, não deixa de existir. Se alguém fizer algo que vc não sabe, mas que ela sabe que isso irá te chatear, só por isso esta pessoa já está te traindo. Quando alguém esconde algo de vc, ela está mentindo. Se ela está mentindo, ela está te roubando a verdade. E o roubo é inadmissível. Você vai se entristecer quando souber que essa pessoa lhe traiu, principalmente se vc devotar a ela todo o seu amor. Nem por isso deixe de amar, fique triste mas continue cultivando o amor em seu coração, mesmo que essa pessoa não mereça. Ame outras pessoas. Esta é que é covarde. Você por mais fraca que possa parecer, será a mais forte porque será verdadeira."
Então é isso.
terça-feira, 28 de julho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A saudade que a gente pinta
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça. "... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. E de novo começavam as estórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
"- Tenho que ir", ele dizia."- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar...."."- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. "-- Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada. "- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz". Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...". Sem a saudade, o amor irá embora... A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar.
Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.
"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...". "- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar... " E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...". E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos... "- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...S em que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama... E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
"- Quem sabe ele voltará amanhã... "E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Rubem Alves
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça. "... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. E de novo começavam as estórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
"- Tenho que ir", ele dizia."- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar...."."- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. "-- Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada. "- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz". Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...". Sem a saudade, o amor irá embora... A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar.
Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.
"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...". "- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar... " E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...". E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos... "- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...S em que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama... E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
"- Quem sabe ele voltará amanhã... "E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Rubem Alves
terça-feira, 16 de junho de 2009
Coisas boas prá se pensar neste momento....
"Esta é uma importante dica de expansão: ela é um ato de coragem e valorização. Expandir-se com timidez é querer iludir-se de um processo que não está acontecendo. Quando aceitamos menos do que deveríamos, incorremos num erro que nos levará a outras perdas. Tenha sido por medo, falta de ambição, ou o que seja, lembre-se que o equilíbrio não está em fazer-se uma transação de forma minimalista. Toda negociação exige um esforço por maximizar. Evitando cair-se na arrogância, na ganância ou na cobiça, devemos buscar sempre o que nos é merecido. O problema não é ter menos, mas buscar menos." (Nilton Bonder)
"Acontece algumas vezes que não achamos bom o chá. Descobre-se a causa quando se chega ao fundo da xícara: era o açúcar. Não estava faltando, mas estava no fundo. Teria sido necessário mexer. Talvez o que esteja faltando à nossa vida também tenha ficado no fundo. Nossa vida talvez não tenha sabor porque não temos a coragem de ir ao fundo das coisas ou porque não queremos. Fazemos caretas como ao tomar chá sem açúcar. Precisamos fazer o esforço de mexer a vida, de tocar nos segredos de deus em nós." (Philippe Zeissig)
"Preciso de serenidade, para aceitar as coisas que não posso mudar. Coragem para mudar o que posso. E sabedoria, para conhecer a diferença." (Reihold Niebuhr)
Por fim...
Verbete coragem
substantivo feminino
1 moral forte perante o perigo, os riscos; bravura, intrepidez, denodo
2 firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil
3 qualidade de quem tem grandeza de alma, nobreza de caráter, ombridade
4 determinação no desempenho de uma atividade necessária; zelo, perseverança, tenacidade
5 capacidade de suportar esforço prolongado; paciência
Afinal, como diz o grande Guimarães: "O que a vida quer da gente é coragem!!!"
"Acontece algumas vezes que não achamos bom o chá. Descobre-se a causa quando se chega ao fundo da xícara: era o açúcar. Não estava faltando, mas estava no fundo. Teria sido necessário mexer. Talvez o que esteja faltando à nossa vida também tenha ficado no fundo. Nossa vida talvez não tenha sabor porque não temos a coragem de ir ao fundo das coisas ou porque não queremos. Fazemos caretas como ao tomar chá sem açúcar. Precisamos fazer o esforço de mexer a vida, de tocar nos segredos de deus em nós." (Philippe Zeissig)
"Preciso de serenidade, para aceitar as coisas que não posso mudar. Coragem para mudar o que posso. E sabedoria, para conhecer a diferença." (Reihold Niebuhr)
Por fim...
Verbete coragem
substantivo feminino
1 moral forte perante o perigo, os riscos; bravura, intrepidez, denodo
2 firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil
3 qualidade de quem tem grandeza de alma, nobreza de caráter, ombridade
4 determinação no desempenho de uma atividade necessária; zelo, perseverança, tenacidade
5 capacidade de suportar esforço prolongado; paciência
Afinal, como diz o grande Guimarães: "O que a vida quer da gente é coragem!!!"
terça-feira, 9 de junho de 2009
Amigos... ah, os amigos!!!
Ai, essa dor que se chama AMOR...
Como sempre, meu amor, a parte teórica, consciente, filosófica, racional você domina brilhantemente.
Não há o que acrescentar às suas conclusões.
O que resta ser feito?
Cuidar desse seu coração que sabe amar de verdade, que sabe muito o que deseja e que é incansável na busca por fortes emoções. Pra pessoas como eu e você que acreditamos no destino, e principalmente, acreditamos em uma força maior que nos guia e determina o caminho pelo qual precisamos passar, "empurrões" da vida deveriam ser até esperados, mas a gente nunca tá preparado quando a vida não esperou a "nossa hora". Mas enfim, também já sabemos como ela é, parece a mãe da gente quando somos criança: "Larga isso e vai tomar banho A-G-O-R-A"
Ainda bem que já aprendemos que a melhor professora do universo é uma senhora chamada DOR.
Ela é fabulosa aos nos conceder um diploma de Doutores em AUTO CONHECIMENTO.
E eu acho que é isso. Como você mesmo disse, você enxerga caminhos diferentes do dele, inclusive já me disse isso mais de uma vez. Apesar dessa consciência toda da situação, você estava vivendo esse relacionamento da maneira mais adequada que pode fazer um predestinado, curtindo o seu presente dia após dia e se entregando totalmente... com toda cumplicidade, com todo amor, com toda família e todos os planos.
Talvez chegou a hora, minha linda, a hora de vir a inspetora da escola da Prof. Dor. A inspetora que se chama Dona Mudança, e ela é muito mais bacana que a Dor. Sua didática é totalmente voltada pra uma coisa que adoramos e que se chama POSSIBILIDADES. A dona Mudança como eu disse é apenas uma inspetora, ela vem pra te analisar, confirmar seu aprendizado e te mudar de nível... E esse momento é má-gi-co!
Perder o emprego, terminar um namoro, mudar, mudar, mudar... renovar-se dos pés a cabeça, abrir o coração, viver novas histórias... Definitivamente eu acho, que no seu caso, nem é uma possibilidade, é uma missão, é seu destino.
Acho que essas palavras são as mais conscientes do seu estado e ao mesmo condizente com sua personalidade que eu poderia te escrever.
Tô aqui, mas tô aí, o dia, hora, minuto ou segundo que você precisar.
Te amo e cotinuo aqui como nunca torcendo, torcendo e torcendo mais um pouco pra te ver transbordando de alegria.
Devolvendo suas palavras:
"Você é minha estrela, você não pode parar de brilhar. A gente espera isso de você"
Não vou te mandar superar... apenas junta tudo, joga nas costas e volta correndo pro seu caminho."
O que dizer? Ah... os amigos!!! Como dizia Vinícius: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"
Como sempre, meu amor, a parte teórica, consciente, filosófica, racional você domina brilhantemente.
Não há o que acrescentar às suas conclusões.
O que resta ser feito?
Cuidar desse seu coração que sabe amar de verdade, que sabe muito o que deseja e que é incansável na busca por fortes emoções. Pra pessoas como eu e você que acreditamos no destino, e principalmente, acreditamos em uma força maior que nos guia e determina o caminho pelo qual precisamos passar, "empurrões" da vida deveriam ser até esperados, mas a gente nunca tá preparado quando a vida não esperou a "nossa hora". Mas enfim, também já sabemos como ela é, parece a mãe da gente quando somos criança: "Larga isso e vai tomar banho A-G-O-R-A"
Ainda bem que já aprendemos que a melhor professora do universo é uma senhora chamada DOR.
Ela é fabulosa aos nos conceder um diploma de Doutores em AUTO CONHECIMENTO.
E eu acho que é isso. Como você mesmo disse, você enxerga caminhos diferentes do dele, inclusive já me disse isso mais de uma vez. Apesar dessa consciência toda da situação, você estava vivendo esse relacionamento da maneira mais adequada que pode fazer um predestinado, curtindo o seu presente dia após dia e se entregando totalmente... com toda cumplicidade, com todo amor, com toda família e todos os planos.
Talvez chegou a hora, minha linda, a hora de vir a inspetora da escola da Prof. Dor. A inspetora que se chama Dona Mudança, e ela é muito mais bacana que a Dor. Sua didática é totalmente voltada pra uma coisa que adoramos e que se chama POSSIBILIDADES. A dona Mudança como eu disse é apenas uma inspetora, ela vem pra te analisar, confirmar seu aprendizado e te mudar de nível... E esse momento é má-gi-co!
Perder o emprego, terminar um namoro, mudar, mudar, mudar... renovar-se dos pés a cabeça, abrir o coração, viver novas histórias... Definitivamente eu acho, que no seu caso, nem é uma possibilidade, é uma missão, é seu destino.
Acho que essas palavras são as mais conscientes do seu estado e ao mesmo condizente com sua personalidade que eu poderia te escrever.
Tô aqui, mas tô aí, o dia, hora, minuto ou segundo que você precisar.
Te amo e cotinuo aqui como nunca torcendo, torcendo e torcendo mais um pouco pra te ver transbordando de alegria.
Devolvendo suas palavras:
"Você é minha estrela, você não pode parar de brilhar. A gente espera isso de você"
Não vou te mandar superar... apenas junta tudo, joga nas costas e volta correndo pro seu caminho."
O que dizer? Ah... os amigos!!! Como dizia Vinícius: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"
segunda-feira, 8 de junho de 2009
It's over! Good luck.
Com tristeza, com conciência, com saudade, com emoção...
Costume, tempo, confiança, amor e desejo que as coisas aconteçam sempre e melhor.
Firmeza, razão e coração travando uma batalha em que provavelmente não haverá vencedores.
Mas a decisão se torna inevitável em momentos que precisam dela.
Desejos de boa sorte. A nós.
Costume, tempo, confiança, amor e desejo que as coisas aconteçam sempre e melhor.
Firmeza, razão e coração travando uma batalha em que provavelmente não haverá vencedores.
Mas a decisão se torna inevitável em momentos que precisam dela.
Desejos de boa sorte. A nós.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A ruina nos dá lições de vida
1995. Ouvi pela primeira vez a leitura deste texto. O releio constantemente. Em vários momentos para me relembrar de que " a função do sobrevivente é sobreviver reconstruindo."
A ruína nos dá lições de vida. Desabam prédios no centro da cidade do México num estrondoso terremoto. Racham pias, os espelhos se partem, água escura irrompe das paredes e tudo começa a afundar. Na rua os carros balançam igual gelatina, começa uma chuva apocalíptica de vidros e depois tijolos, ferro e pó, até que a morte se esconda sob os escombros.Mas a todo instante nos chegam notícias de que bebês sobreviveram seis dias sob os destroços, casais resistiram sob os entulhos, e outros, apesar de desabarem inteiramente com os edifícios, chegaram ao solo intatos.Então é lícito pensar que, embora muitos pereçam, a ruína nos dá lições de vida. Pois desabam os casamentos, os negócios, a saúde e os regimes, mas não se sabe de onde nem por que milagre surgem forças, propiciando o resgate e nos livrando do total aniquilamento.Todos já estivemos e estaremos em algum terremoto. Um terremoto é quando a paisagem nos trai. Um terremoto é quando se quebrou a solidariedade entre o seu ponto de vista e as coisas. Um terremoto não é só quando o caos demoniacamente toma conta do cosmos. Um terremoto, eu lhe digo o que é: é a hora da traição da natureza. Ou da traição também dos homens, se quiserem. Um terremoto, minha amiga, é quando como agora você está se separando. Você me diz de soslaio, como que saindo, querendo-e-não-querendo conversar, você vai me dizendo que seu casamento está desmoronando. Você está embaixo da pele, com a voz meio sepultada lançando um grito de socorro, e aqui com a equipe de salvamento lhe posso apenas lançar a frase: a ruína nos dá lições de vida.Terremoto é a hora da traição do amigo, que invejoso concorre como inimigo e lança fel onde a amizade era mel, e envenena a rima de seus dias sendo Caim em vez de Abel.Por isto, há que afixar conselhos sobre a hora do terremoto. Como nos abrigos antiatômicos, nas indústrias do perigo, há que adiantar as medidas a serem tomadas quando o terremoto vier. Daí o primeiro conselho em caso de tal tragédia: não entre em pânico acima do tolerável. Lembre que todo terremoto é passageiro. Porque este é o sortilégio dos terremotos: nenhum terremoto é permanente, embora muitos e tanta coisa nele pereçam para sempre. Mesmo os mais profundos e autênticos cataclismos não duram mais que pouquíssimos, embora diabólicos, minutos. Vai ser terrível, mas vai passar.Outro conselho: embora rápido e fulminante, nada garante que ele não torne a se repetir. Há que estar atento também para o fato de que esse movimento de terra é interior e exterior. O que desabou por cima não é tudo. É sintoma apenas do que se moveu por baixo. Naqueles terremotos do México, depois do primeiro e do segundo, as agências noticiaram um outro, mas que foi apenas subterrâneo. Diziam: é a acomodação das camadas geológicas. Incômoda acomodação é essa. Mas um terremoto autêntico vem mesmo das profundas e a superfície só vai se acalmar quando as camadas geológicas lá dentro se ajeitarem de novo.Sobretudo, depois do terremoto há que aprender com as ruínas. Por que os engenheiros que me perdoem, mas a ruína é fundamental. É a hora do retorno. E se vocês me permitissem discretamente citar Heidegger, com ele eu diria que a ruína só é negativa para aquele que não entende a necessidade da demolição. Pois a tarefa do homem é refazer-se a partir de suas ruínas. Temos mais é que catar os cacos do caos, catar os cacos da casa, catar os cacos do país. Depois da demolição das fraudes, desmontando a aparência do ontem, poderemos nos erguer na luminosidade do ser. Ruína, neste sentido, não é decadência. Ao contrário: é a hipótese do soerguimento.As ruínas do presente nos ensinam que um terremoto é quando não há mais o centro das coisas. E no México foi o centro, o centro do centro ¾ a capital, que foi arrasada. Mas aprendendo com a ruína, ali já nos prometem o verde. Já tracejam planos de jardins onde crianças e flores povoarão o amanhã.Amigo, amiga: terremotos ocorrem sempre e muitos aí perecem. Mas a função do sobrevivente é sobreviver reconstruindo.A ruína, além da morte, nos dá lições de vida.
Afonso Romano de Sant'Anna
A ruína nos dá lições de vida. Desabam prédios no centro da cidade do México num estrondoso terremoto. Racham pias, os espelhos se partem, água escura irrompe das paredes e tudo começa a afundar. Na rua os carros balançam igual gelatina, começa uma chuva apocalíptica de vidros e depois tijolos, ferro e pó, até que a morte se esconda sob os escombros.Mas a todo instante nos chegam notícias de que bebês sobreviveram seis dias sob os destroços, casais resistiram sob os entulhos, e outros, apesar de desabarem inteiramente com os edifícios, chegaram ao solo intatos.Então é lícito pensar que, embora muitos pereçam, a ruína nos dá lições de vida. Pois desabam os casamentos, os negócios, a saúde e os regimes, mas não se sabe de onde nem por que milagre surgem forças, propiciando o resgate e nos livrando do total aniquilamento.Todos já estivemos e estaremos em algum terremoto. Um terremoto é quando a paisagem nos trai. Um terremoto é quando se quebrou a solidariedade entre o seu ponto de vista e as coisas. Um terremoto não é só quando o caos demoniacamente toma conta do cosmos. Um terremoto, eu lhe digo o que é: é a hora da traição da natureza. Ou da traição também dos homens, se quiserem. Um terremoto, minha amiga, é quando como agora você está se separando. Você me diz de soslaio, como que saindo, querendo-e-não-querendo conversar, você vai me dizendo que seu casamento está desmoronando. Você está embaixo da pele, com a voz meio sepultada lançando um grito de socorro, e aqui com a equipe de salvamento lhe posso apenas lançar a frase: a ruína nos dá lições de vida.Terremoto é a hora da traição do amigo, que invejoso concorre como inimigo e lança fel onde a amizade era mel, e envenena a rima de seus dias sendo Caim em vez de Abel.Por isto, há que afixar conselhos sobre a hora do terremoto. Como nos abrigos antiatômicos, nas indústrias do perigo, há que adiantar as medidas a serem tomadas quando o terremoto vier. Daí o primeiro conselho em caso de tal tragédia: não entre em pânico acima do tolerável. Lembre que todo terremoto é passageiro. Porque este é o sortilégio dos terremotos: nenhum terremoto é permanente, embora muitos e tanta coisa nele pereçam para sempre. Mesmo os mais profundos e autênticos cataclismos não duram mais que pouquíssimos, embora diabólicos, minutos. Vai ser terrível, mas vai passar.Outro conselho: embora rápido e fulminante, nada garante que ele não torne a se repetir. Há que estar atento também para o fato de que esse movimento de terra é interior e exterior. O que desabou por cima não é tudo. É sintoma apenas do que se moveu por baixo. Naqueles terremotos do México, depois do primeiro e do segundo, as agências noticiaram um outro, mas que foi apenas subterrâneo. Diziam: é a acomodação das camadas geológicas. Incômoda acomodação é essa. Mas um terremoto autêntico vem mesmo das profundas e a superfície só vai se acalmar quando as camadas geológicas lá dentro se ajeitarem de novo.Sobretudo, depois do terremoto há que aprender com as ruínas. Por que os engenheiros que me perdoem, mas a ruína é fundamental. É a hora do retorno. E se vocês me permitissem discretamente citar Heidegger, com ele eu diria que a ruína só é negativa para aquele que não entende a necessidade da demolição. Pois a tarefa do homem é refazer-se a partir de suas ruínas. Temos mais é que catar os cacos do caos, catar os cacos da casa, catar os cacos do país. Depois da demolição das fraudes, desmontando a aparência do ontem, poderemos nos erguer na luminosidade do ser. Ruína, neste sentido, não é decadência. Ao contrário: é a hipótese do soerguimento.As ruínas do presente nos ensinam que um terremoto é quando não há mais o centro das coisas. E no México foi o centro, o centro do centro ¾ a capital, que foi arrasada. Mas aprendendo com a ruína, ali já nos prometem o verde. Já tracejam planos de jardins onde crianças e flores povoarão o amanhã.Amigo, amiga: terremotos ocorrem sempre e muitos aí perecem. Mas a função do sobrevivente é sobreviver reconstruindo.A ruína, além da morte, nos dá lições de vida.
Afonso Romano de Sant'Anna
quinta-feira, 14 de maio de 2009
É impossível

"Ver um bichano pelo chão e naõ sorrir"
Alento, carinho silencioso, falta de conselhos e entendimento. Um olhar, um afago, um cafuné, uma companhia te esperando na porta de casa ou na porta do banheiro. Um aconchego se ajeitando em cima do pé. Uma mordida sem dor e despretencioosa. Uma brincadeira e uma preocupação. Alguém que te espera e que está perto. Dentro de casa é quase somra. Te acompanha, deita, levanta, quantas vezes forem necessárias. Se esparrama pelo chão e te olha como se disesse: "Calma, eu tô aqui."
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Coisas & Gentes
Coisas e gentes é o que mais me facina no mundo. As coisas pela sua beleza, pela sua utilidade, pela sua simplicidade e principalmente porque foram feitas por gente. E gente... ahhhh... gente é uma coisa! Gente pensa muito - ou pouco, fala muito - ou nada, dança, canta, recita... qto sentimento, quanta diversidade e quanto respeito a gente tem que ter para lidar com tudo isso. E juntar coisas e gentes dá em nós. No mundo, nas coisas que nos cercam, na nossa vida. E é por isso, principalmente por isso - essa infinidade de simplicidade complexa - que vou me enveredar pelo universo de Coisas & Gentes em breve. E tenho certeza absoluta que as tardes de "Coisas & Gentes" vão ferver! Em breve.
domingo, 15 de março de 2009
Estes últimos dias tem sido no mínimo intrigantes. Problemas com cara de solução logo alí na esquina. É preciso paciência, saber esperar. Sabedoria para entender que existe retorno. E que as coisas boas, logo logo retornarão. Mas para isso é preciso diarimente de sabedoria e simplicidade.
“Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha."
“Sabedoria é a arte de degustar. Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado. “A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço.“ Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas“.
Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, para e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?“ E assim, depois de meditar, escolhe um...A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.
A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo.
É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular: “Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás...“ Oramos para que aquilo que se perdeu no passado nos seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem."
Rubem Alves
“Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha."
“Sabedoria é a arte de degustar. Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado. “A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço.“ Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas“.
Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, para e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?“ E assim, depois de meditar, escolhe um...A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.
A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo.
É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular: “Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás...“ Oramos para que aquilo que se perdeu no passado nos seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem."
Rubem Alves
quinta-feira, 12 de março de 2009
Por mim de novo
Eu nunca fui uma moça bem-comportada, calada, simpática.....
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal-resolvido sem soluços...
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que as pessoas gostem de mim, mas pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e seduzir somente o que me acrescenta.....
Tenho uma relação de amor com a escrita e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Eu sei chorar toda encolhida abraçando o travesseiro.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades...
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos: são eles que me dão a dimensão do que sou.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal-resolvido sem soluços...
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que as pessoas gostem de mim, mas pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e seduzir somente o que me acrescenta.....
Tenho uma relação de amor com a escrita e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Eu sei chorar toda encolhida abraçando o travesseiro.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades...
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos: são eles que me dão a dimensão do que sou.
Os meus desejos
Que o canto da maturidade jamais asfixie a minha criança interior ...
Que o meu sorriso seja sempre verdadeiro .
Que a música seja minha companheira de momentos secretos comigo mesma.
Que os meus momentos de amor contenham a magia de minha alma eterna em cada beijo .
Que os meus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida como o amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço onde minha alma dance na luz.
Que em cada passo meu fiquem marcas luminosas de minha passagem em cada coração.
Que em cada amigo o meu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas boas.....
Desejos de fé nessa nova caminhada!
Que o meu sorriso seja sempre verdadeiro .
Que a música seja minha companheira de momentos secretos comigo mesma.
Que os meus momentos de amor contenham a magia de minha alma eterna em cada beijo .
Que os meus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida como o amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço onde minha alma dance na luz.
Que em cada passo meu fiquem marcas luminosas de minha passagem em cada coração.
Que em cada amigo o meu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas boas.....
Desejos de fé nessa nova caminhada!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Celebrar
Uma etapa começa e se incia. Começa qdo acaba algo ou qdo muda de jeito e de figura. Acaba, começa e é hora de comemorar!!!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Odoyá Rainha do mar!
"O mar serenou quando ela pisou na areia. Quem samba na beira do mar é sereia!"
Odoyá iemanjá!!!
Odoyá iemanjá!!!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Every little thing gonna be alright
2008 foi um ano bom. Ri, trabalhei, vi coisas boas, vivi momentos bons, me encontrei, encontrei outros, desencontrei, reencontrei, telefonei, troqueie mails, tomei alguns tropeços pelo caminho - mas tropeço não é queda - e cá estou eu fechando mais um ano. De pé.
Se 2008 não foi um ano bom? Sei lá. Ainda bem que está ficando prá trás. Passando para a página 3. Se foi bom? Sei lá também. Ainda bem que está ficando prá trás do mesmo jeito. Ficando na memória, na parte das lembranças boas e abrindo caminho para um 2009 novinho em folha. E 2009 taí, na minha frente, todinho em branco. É um caderno fechado que daqui a pouco vou poder abrir e escrever do jeitinho que euquiser. Escrever novas histórias, reescrever outras, copiar algumas exatamente iguais, inventar e reinventar. A hora é agora. Ainda há tempo de pensar e fazer as mudanças necessárias. Mas para que qualquer mudança ocorra realmente, sei que é preciso mudar dentro de mim. A cabeça, as atitudes e o coração.
Neste meu primeiro dia de ano novo - prá mim - desejo que fazer da palavra "reconhecer" o meu lema de 2009. É justamente isso que vou tentar fazer. É urgente reconhecer. Reconher minhas qualidades, reconhecer meus defeitos, reconhecer o amor dos outros por mim, reconhecer o que o outro não sente por mim, reconhecer quando já for hora de ir, reconhecer o esforço que o outro fez para chegar, reconhecer que o que acho certo não é verdade absoluta, reconhecer que meus atos afetam a vida das pessoas de maneira positiva ou negativa - depende de mim - , reconhecer que sou legal e que posso ser mais. Reconhecer.
Sete de janeiro, na verdade, só é um dia depois do outro. Mas prá mim é ano novo. É vida nova. É sonho novo. São novas possibilidades. Depende de mim. Precisa vir de dentro. E meu recado prá mim mesma é esse aí de cima. Que não dá prá levar nada muito a sério não. Vou viver de maneira leve porque no final, tudo acaba sempre dando certo. É ter fé, "que a fé não costuma faiá".
E ó: se for sentar, vou fazer de tudo para sentar. Se for andar, vou fazer de tudo para andar. E principalmente, vou fazer de tudo para não vacilar. "Every little thing gonna be alright"
Se 2008 não foi um ano bom? Sei lá. Ainda bem que está ficando prá trás. Passando para a página 3. Se foi bom? Sei lá também. Ainda bem que está ficando prá trás do mesmo jeito. Ficando na memória, na parte das lembranças boas e abrindo caminho para um 2009 novinho em folha. E 2009 taí, na minha frente, todinho em branco. É um caderno fechado que daqui a pouco vou poder abrir e escrever do jeitinho que euquiser. Escrever novas histórias, reescrever outras, copiar algumas exatamente iguais, inventar e reinventar. A hora é agora. Ainda há tempo de pensar e fazer as mudanças necessárias. Mas para que qualquer mudança ocorra realmente, sei que é preciso mudar dentro de mim. A cabeça, as atitudes e o coração.
Neste meu primeiro dia de ano novo - prá mim - desejo que fazer da palavra "reconhecer" o meu lema de 2009. É justamente isso que vou tentar fazer. É urgente reconhecer. Reconher minhas qualidades, reconhecer meus defeitos, reconhecer o amor dos outros por mim, reconhecer o que o outro não sente por mim, reconhecer quando já for hora de ir, reconhecer o esforço que o outro fez para chegar, reconhecer que o que acho certo não é verdade absoluta, reconhecer que meus atos afetam a vida das pessoas de maneira positiva ou negativa - depende de mim - , reconhecer que sou legal e que posso ser mais. Reconhecer.
Sete de janeiro, na verdade, só é um dia depois do outro. Mas prá mim é ano novo. É vida nova. É sonho novo. São novas possibilidades. Depende de mim. Precisa vir de dentro. E meu recado prá mim mesma é esse aí de cima. Que não dá prá levar nada muito a sério não. Vou viver de maneira leve porque no final, tudo acaba sempre dando certo. É ter fé, "que a fé não costuma faiá".
E ó: se for sentar, vou fazer de tudo para sentar. Se for andar, vou fazer de tudo para andar. E principalmente, vou fazer de tudo para não vacilar. "Every little thing gonna be alright"
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