domingo, 3 de outubro de 2010

O "talvez" foi mais forte que o brilho

Se era um "talvez" era pq não tinha certeza. Nunca se tem. Mas um "talvez" ofuscou o brilho instantâneo. Era um brilho fosco que se acendeu com uma esperança e com promessas e se apagou com mais uma decepção. Se apagou pelas dúvidas, pelas expectativas diferentes e pela falta de valorização do que se sente. Talvez ainda brilhe mesmo assim? Não sei. Mas se naquele dia do post abaixo havia uma dúvida carregada de esperança enorme de brilhar e uma vontade enorme de fortalecer esse brilho, hj essa esperança está cansada, decepcionada. Triste e sem entender o porque o esforço para fazer brilhar e o compromisso com a verdade não foram os mesmos dos dois lados. Urgência emocional. Talvez...

domingo, 15 de agosto de 2010

Talvez ainda brilhe

É. Talvez ainda brilhe. Mas com uma intensidade diferente. Um brilho mais fosco mas mais consistente. É importante escolher se ainda se quer esse brilho. Sim. Ainda quero. A partir de minhas escolhas vejo as coisas acontecerem. As histórias tomam seu rumo. A escolha é a mais acertada? Nunca vou saber porque toda escolha predispõe uma perda. Se escolhi andar deste lado, vou deixar de andar do lado de lá. E o que tem realmente do lado de lá eu não vou saber. Não gosto de rótulos, de muitos nomes de sufoco. Me senti sufocada, apertada e não gostei disso. Aqui continuo na corda bamba mas em uma conversa comigo mesma percebo que as decisões estão nas minhas mãos. Sempre. O medo sempre vai existir. Mas agora, nesse momento, quero a calmaria morro abaixo (ou acima). Quero o conhecido ainda muito mais desconhecido. Sabia que isso aconteceria. No fundo sabíamos. Ando numa corda de nylon forte como aço. Me equilibro daqui e dali mas ciente das minhas escolhas. E qdo tenho essa consciênca, tudo parece mais leve. Está aqui,na minha mão. Vou até onde me fizer feliz e eu escolher. MAs com a consciência também que é preciso leveza, confiança, respeito e admiração. Ainda tenho.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A necessidade de dar Adeus e começar

Chega essa hora e é difícil. É difícil quando a gente percebe que é hora de dizer adeus, que todos aqueles planos passaram, que aquela magia se desfez, que tudo deixou de ser como era. Acabou o brilho, não brilha mais. Mas a sensação de que a partir de agora a vida toma rumos diferentes é uma coisa sufocante e amendrontadora. é dif´cil.

É difícil aceitar que acabou mesmo tendo esta certezaq. É difícil entender e aceitar que aquele sentimento não existe mais em nenhum dos dois. E os dois querem que exista mas não conseguem.

Não adianta tentar acender uma fogueira que foi apagada com um balde de água gelada. O carvão está molhado e não vai mais se ascender nem com a mais forte das chamas. Não agora. Pode ser que um dia se reascenda, depois de seco, mas isso só se o carvão for bom. Se não for, ficará apagado alí, esquecido no campo, mesmo com todas as tentativas de reascendê-lo.

Mas o medo segue e desprender-se do que podia ter sido é uma luta desigual. E os dois seguem nessa batalha. Com eles.

Paixão

"Paixão é verbo latino (patior) que significa sofrer ou suportar uma situação dificil. É uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio."

Enfim, se é isso exatamente ou não, o fato é que paixão é realmente uma coisa estranha. Vem, te acomete, vc vai até onde não sabe se aguenta e depois vê que ela se foi. E quando ela se vai, fica aquele receio de deixar ir, de perder o contato, perder o rumo, perder o que ainda não foi mas que talvez podia ser. Logo depois da paixão vem o medo. O medo ou o amor. Mas normalmente vem esse medo que sufoca, que aperta, mas que acontece. E quando a gente vê, o fruto daquela paixão está indo, alí do lado, vivendo a vida, rindo, brincando e as duas pessoas normalmente não se suportando. E lutando contra isso. Lutando para que não acabe o que já se acabou.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Presença de uma ausência concentida

Cheiro de coisa boa, momentos mágicos, risadas de doer a barriga.
Carinho quente, aconchego delicado, segurança antecipada, ciúmes precipitados.
Alegria de estar sem defesa e sem medo.
Um projeto de ir alí juntos mas sem a urgência de compromissos, datas ou motivos.
A brincadeira das funções caseiras do cotidiano. Almoço, jantar, café e muita fome disso e de tudo.
A encomenda velada de mais um encontro pra plantar muito além de temperos.
Tomar os próximos cafés nas canecas esmaltadas que estão sob promessa de mais um afeto.
Corpo marcado trazendo lembranças de momentos que misturaram força, sedução e delicadeza.
Pele. Cheiro. Química e física encaixados na medida certa.
A velocidade de uma proximidade despretenciosa que começa a fazer parte do presente. Sem dar nomes, sem o peso de ser futuro. Só sendo. Isso.
Dias felizes e a gente alí. Tão perto e tão longe.
A cabeça dividida entre o passado que insiste em rondar os pensamentos e a vontade de viver tudo o que nos espera. Os dois fazendo um convite para o outro de mudar de estrada. Sem tempo e sem espaço. Sem promessas e sem o peso das expectativas depositadas.
Só com a urgência despretenciosa de viver leve e mais feliz.

domingo, 27 de junho de 2010

Mas também vale

É. Mas também vale. Vale e mesmo sem expectativas. Sem expectativas vou deixar a vida me levar e as coisas acontecerem afinal, à proimera vista a paixão não tem defesa.


"A primeira vista
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar

Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis

Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .

Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar

Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afins

Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .

Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar

Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afins

Chega e instala a beleza
Momento de sonho real..."

(Lô Borges e Ronaldo Bastos)

Quase um ano depois. Igual mas diferente

Há quase um ano não venho por aqui. Precisei reler para relembrar. Precisei reler para querer voltar. Volto igual, mas volto diferente. Volto percebendo que realmente "o essencial é invisível aos olhos". Volto e permaneço com a certeza que é preciso reiventar e concordar com o curso dos acontecimentos. Quando, como e porque as coisas acontecem? Pensamentos soltos que nos levam a tentar responder pelo menos uma dessas perguntas. Não sei. Não é impertativo saber. é imperativo deixar as coisas acontecerem sem expectativas. Relendo relembrei. Relembrando de épocas e situações percebi o quanto a expectativa nos leva a lugares que a gente nem imagina. Nos leva a vontades talvez desnecessárias se fossem reais. Como são expectativas a gente se frusta. Percebi nesse tempo como me frustei. A princípio com outras pessoas e situações. Mas não. Foi comigo, foram com as minhas expectativas. As pessoas e as situações são as mesmas. Exatamente as mesmas sempre. Eu é que as queria diferentes, do meu jeito. Como não foram,não me satisfizeram. Sofro. Sofro às vezes. Mas esta é a pergunta: o sofrimento é de fato por algo ou alguém real ou por algo e alguém criado por mim? Uma projeção de perfeição, de querer que o outro seja. Não é. Não será. Não como eu quero. Mas é e sempre será como é. E dessa forma não é o que eu quero. Mas eu quero a expectativa. E assim vai a eterna disputa entre a razão e a emoção. Já saber dessa diferença já é o início de uma nova caminhada. Sem expectativas.